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O mito das fontes com watts reais

fontes com watts reais

Ouço e vejo muito, e já há muito falo…

O Sr. Watt deve se contorcer pelo uso indevido do seu nome com essa história de Watt real. Watt é Watt. O que seria um Watt irreal, ou “falso”? Uma fonte rotulada em 300 Watts, mas que consegue fornecer apenas 100W, é uma fonte de 100W. A etiqueta que mente, o Watt não. Assim como uma fonte que promete 300W e cumpre o prometido, é uma fonte de 300W. Não Watts reais, a etiqueta que não é falsa. Simples assim.

Lembremos do SI (Sistema Internacional de Unidades), existe Watt para medida de potência. Um Watt é um Watt. Não existe um “não-Watt” ou algo do gênero.

Uma empresa(fabricante) séria anuncia o quanto ela, a fonte, pode oferecer em Watts de maneira efetiva em cada saída (3.3V, 5V, 12V…), e no total. Ponto final.

Aqui ficamos com o mal da escória eletrônica mundial. Fontes com X Watts anunciados mentirosamente, que fornecem X-Y. Aí com a chegada de fontes “de verdade”, o comércio se vê na obrigação de inventar o “watt real” para vender seu peixe. Empresas daqui mesmo trabalham com esta metodologia… Fonte LeaderBlablabla Gamer Plus 900W (300W reais). Na verdade sempre foi uma fonte de 300W. O “watt real” foi inventado aqui para diferenciar o ruim do menos ruim, ou do ruim com uma carcaça enfeitada.

Abusando de sofismas, a propaganda usa o termo “Watts reais” fosse um plus. Puro marketing. “Reais”… ora, ou a fonte oferece tantos Watts, ou não oferece. Não existe Watt “irreal”… “Olha Sr., ela é uma fonte de 400W, 200 funcionam, os outros 200 ficam inertes”.

“Watts reais” passa mais segurança.

Mais um mito pro Brasil.

Vejam reviews, visitem sites de lojas europeias por exemplo, e procurem por “watt real”. Não existe.

Deixo o site de uma loja portuguesa, facilitando o idioma, para que procurem a nosso watt real.
AlienTech

Só aqui mesmo!

O capitalismo visa o lucro, o dinheiro, e numa sociedade capitalista, todos estão inseridos nisso. Mas a forma a qual se obtém capital sim é questionável. Em busca de aumentar sua renda e sua riqueza, algumas pessoas perdem o senso ético e buscam brechas para aproveitar-se, ou até formas ilegais de aumentar suas posses.

Vendo a ignorância da massa, ou mesmo de um individuo em tal assunto, faz-se uso do oportunismo para aumentar o próprio ganho. Isso se vê no dia a dia.

Caráter, moral, ética, etc. se desvanecem na saga pelo dinheiro. E muitas vezes nem é criminoso, é falta de humanidade mesmo, já que o principal é o indivíduo (“Eu”).

——

Comparando com Watts PMPO e RMS(outra jogada de marketing para equipamentos de áudio):  O PMPO existe, é a potência de pico, e como citado acima, foi uma maneira oportunista de se aproveitar da ignorância, mas com algo que existe e pode até ser útil. Já “watts reais”, apesar de também oportunista, é algo que não existe.

Potência de pico, de pico a pico, são medidas que existem. Por exemplo, o ripple das fontes é Vpp (peak-to-peak).

Esse valor médio, o qual comumente se chama “potência RMS”, ainda não diz muito sobre o que você realmente vai ouvir, já que após uma séries de conversões energéticas sujeitas a perdas, ainda depende do projeto do alto-faltante para expressar uma potência sonora.

Já na fonte de um PC deve dizer exatamente o quanto ela irá entregar em Watts para o resto do seu equipamento.

Se o PMPO tivesse uma normatização, um critério fixo, aí até poderia ser mais útil. Mas há uma constante k que o fabricante ou marketeiro que inventa. Aí ferra tudo.

Os Watts / RMS é o quanto o amplificador pode fornecer para o falante transformar em som. O quanto vai consumir é variável, a exemplificar: o woofer vai consumir mais do que o driver.

Com o que um subwoofer consome de energia elétrica pode tocar um penca de tweeter.

Sem contar:
Esse valor médio, o qual comumente se chama “potência RMS”, ainda não diz muito sobre o que você realmente vai ouvir, já que após uma séries de conversões energéticas sujeitas a perdas, ainda depende do projeto do alto-faltante para expressar uma potência sonora.

Isso vai longe….

HP ou CV também são Watts… já foram utilizados CV de potência líquida e bruta.
Hoje em dia o mais polêmico sera a potência no motor ou a potência na roda. Tudo atribui-se a perdas. Tudo é potência.

Estes assuntos apesar de diferentes se correlacionam.

Sempre acham um meio para iludir o consumidor. Outro exemplo é o torque sendo dito em pico e não mostrando a curva, ou mesmo diferenciando o torque e a potência sendo que ambos são relacionados.

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